De tudo um pouco!

Grandes Eixos - Parte Final

30 de julho de 2008

Jornalismo Hoje – Quarto Poder / Agenda Setting / Espiral do Silêncio

Falamos algumas vezes em Quarto Poder nos referindo ao poder da Mídia ou do Jornalismo, mas a verdade é que aprendemos que ele é sim, o segundo poder ,estando apenas abaixo da Economia, isso foi criado em alusão aos 3 poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário), desta forma, estamos nos referindo ao poder que a mídia tem de manipular à todos, fazendo com que o que ela dite seja lei, fazendo assim com que sejamos influenciados a fazer escolhas de acordo com que o Quarto Poder estipula.

Na agenda setting ou teoria do agendamento, expressão criada na década de 70 por Maxwell McCombs e Donald Shaw, claro que só a expressão foi criada nos anos 70, mas o ato já vem de muito tempo antes, a mídia procura manipular sobre o que devemos pensar que é importante, pois são informações que são dadas ao público e claro dependendo da exposição que tenha é que definimos a importância do assunto, podemos lembrar o caso Isabela Nardoni, claro que foi uma tragédia horrorosa, mas que a mídia deu tanta importância e tantos flashes e se esqueceu de tanta coisa mais horrenda que estava acontecendo no Brasil e no mundo, infelizmente este tipo de tragédia acontece todos os dias e muitas vezes explicitamente, pois na minha opinião o que fez o caso ter a exposição que teve foi simplesmente o fato do mistério “ Será que foram eles?”, então isto é pura ,manipulação da mídia, pois com certeza acabou acontecendo coisas na época que atingem diretamente a nossa vida e como não teve estardalhaço nem demos importância. Mas é assim mesmo, como já havia dito Walter Lippman (jornalista estadunidense), em 1922, as pessoas vivem em um pseudo-ambiente (um tanto irreal), devido as imagens e informações que mídia coloca nas nossas cabeças, podemos pensar no Big Brother, o que pode ter de tão impressionante em acompanhar o dia a dia de gente que nós nem conhecemos e gerar tanta notícia e tanta informação, que claro só serve para encher o bolso da Rede Globo, né?

“Xiuuuuuuuuuuuuuuu, cala a boca se você não tem opinião igual a nossa para falar disso”, acho que é bem assim que funciona a hipótese Espiral do Silêncio, de Elisabeth Noelle-Neumann, as pessoas que não tem a mesma opinião que a maioria, acabam se mantendo caladas por não compartilhar da mesma, isso faz com que as pessoa sejam reprimidas, sendo assim muitas vezes silenciadas e aderindo a opinião da maioria.
Elisabeth começou os seus estudos a partir de uma outra hipóstese já existente, a da agenda setting, segundo a qual a imprensa teria o poder de determinar os assuntos principais da população, através da divulgação repetitiva de artigos e notícias sobre certos temas, baseada em diversos fundamentos teóricos, ela começou a perceber que as pessoas tendem a expressar menos sua opinião quando elas imaginam que ela pode estar em minoria ou ser recebida com desdém.
Simbólica e visualmente, a influência da suposta opinião majoritária é encarada por Elisabeth como uma espiral do silêncio, porque tende a ampliar-se enquanto silencia aqueles que a opõem.

Acho importante falar aqui porque são hipóteses e não teorias:

Segundo,  Professor Antonio Hohlfeldt (PUC-RS)

“Uma hipótese é sempre uma experiência, um caminho a ser comprovado e que, se eventualmente não der certo naquela situação específica, não invalida necessariamente a perspectiva teórica. Pelo contrário, levanta, automaticamente, o pressuposto alternativo de que uma outra variante, não presumida, cruzou pela hipótese empírica, fazendo com que, na experiência concretizada, ela não se confirmasse”, enquanto uma teoria é um “paradigma fechado, um modo acabado e, neste sentido, infenso a complementações ou conjugações, pela qual traduzimos uma determinada realidade segundo um certo modelo”.

Grandes Eixos Parte 3

25 de julho de 2008

Cultura Mc World
Prazer meu nome é consumidor…
Cada dia que passa acho que perdemos mais e mais a nossa personalidade consumista, pois nos é imposto uma cultura de consumo que é igual no mundo todo, bom, é isso, mas o que penso é que por um lado é interessante esse modo de consumo, assim de uma forma utópica podemos pensar que as pessoas estão mais próximas umas das outras pois lá do outro lado do mundo alguém está tomando o mesmo tipo de refrigerante que eu, isso é muito louco e engraçado, mas é assim que acontece.
A cultura MC World é comandada pelas grandes empresas que através de seus slogans, jingles, comerciais, imagens, outdoors e outros invadem a mente do consumidor, fazendo com que a gente use aqueles produtos, e claro que funciona pois é básico eu estar com sede e querer tomar uma coca-cola ou querer um lanche rápido e pensar no MC Donalds e por aí vai.
Enfim estamos deixando de ser grupos de pessoas com diversos tipos de interesses e passando a ser grupos de pessoas com tipos de consumo iguais.
Não sou cidadão sou consumidor!!!

Grandes Eixos Partes 2

24 de julho de 2008

A pergunta que para mim é igual “ Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais? Para mim não tem uma resposta definida, pois acho que somos as duas coisas.
A juventude de hoje, principalmente, já nasceu nesta nova era do consumir pelo consumir, pois desde crianças vemos os comerciais de televisão voltados para nós, tudo é para as crianças, pois hoje é o maior e mais fácil nicho de mercado para ser alcançado pelas empresas. Somos treinados a querer consumir tudo o que é útil e o que supérfluo, pois como já se diz é o ter para ser, só achamos que somos quando temos, ainda mais quando o outro já tem ou quando a vontade é estimulada pela mídia. Já há países que tem proibição ao Marketing Infantil, é impressionante, pois acho que outra alternativa poderia ser pensada neste caso, assim como algumas empresas já buscam fazer as suas campanhas voltadas a uma conscientização seja sobre consumo de água, coleta de lixo, entre outros isso é para vermos que tudo está na educação, há quem diga e eu concordo que é também uma contradição, pois o dinheiro para estas campanhas vem justamente das empresas que estimulam o consumo, claro quer isso é uma arma para fazer com as pessoas pensem “ Puxa que bacana o que a empresa tal está fazendo, vou consumir os produtos que ela vende, pois estarei fazendo a minha parte também para salvar o planeta, engraçado é que o consumismo, mesmo com toda a escassez de recursos no mundo, só cresce. Assim voltando a Tostines, sou consumidor simplesmente porque sou consumido.

Marcas Globais e poder corporativo

Nossa, já pensou, eu morando em Celebration a cidade da Disney, seria muito bom e olha que lá não tem nada diferente de algumas outras cidade que conhecemos, o mais importante de lá que é que tem a marca Disney. O mundo vive somente em torno da marcas, sendo mais realista ninguém lembra de esponja de aço, mas lembra de Bombril, ninguém lembra hambúrguer, mas lembra de Mc Donalds, ou pelo menos é o mais lembrado, tênis Nike, e por aí vai, hoje tem até o ranking das marcas mais valiosas dos mundo, não se valoriza mais o produto e sim a Marca e lembrando do que falamos em Consumismo este também está diretamente ligado a marca.
Algumas empresas nem se preocupam mais com estrutura operacional da coisa, pois espalham as empresas por aí e contratam mão de obra, muitas vezes chegando a escravidão, para vender os seus produtos, ou melhor a sua marca, pois o produto em si, fica em segundo plano, essas empresas, hoje, são chamadas de empresas Ocas, é o famoso negócio das idéias e com isso vemos hoje que o que dá lucro é a famosa propriedade intelectual.

Publicidade

Fiquei enlouquecida com a nostálgica aula, lembrando das propagandas da Bombril e do primeiro sutiã, infelizmente hoje não vemos mais dessas na TV, ou melhor vemos outras e hoje com outros olhos. A Publicidade, mesmo assim não é tão vilã, podemos ver hoje propagandas bem mais profundas com apelos que beiram a loucura, mas que nos passam uma mensagem que temos que abrir os olhos para o mundo, como são as propagandas apresentadas pela Benetton e idealizadas pelo famoso Oliviero Toscani, que soube realmente utilizar a Publicidade de uma forma nua e crua, para mostrar ao mundo coisas que as outras empresas não ousariam falar, como Anorexia, HIV, preconceito entre outros, será que tem que ser assim tão chocante para abrir os olhos das pessoas ou será que temos outro caminho?
Para a publicidade somos apenas objetos que eles tem que despertar o desejo para os prazeres do mundo.
E agora eu sou até coisa, uma coisa coisamente, como vimos no poema de Drummond, é demais pensar que somos coisas para e da publicidade, pois somos moldados para ser assim, pessoas que fazem e são o que nos é imposto pela mídia.

Grandes Eixos Parte 1

23 de julho de 2008

Ponto de Vista Epistêmico

Episteme: conhecimento, ciência

Há um grande abismo entre conhecimento e sabedoria.
Onde está a sabedoria que nós perdemos no conhecimento?
Onde está a comunicação que nós perdemos na comunicação?
Mapa não é território, claro, pois o Mapa é símbolo e o território é Real.

Assisti ao filme “Mera Coincidência” e o que vimos é o uso errado das mídias, sendo assim podemos chegar a conclusão que nem sempre podemos persuadir as pessoas a pensar da forma que queremos e que impomos, pois no fim nem sempre o resultado é bom para todos.
A mídia é apenas um meio, um instrumento de fazer chegar as pessoas aquilo que pensamos e só é certo quando fazemos as pessoas pensarem por si só.

Cogito Ergo Sun – Penso portanto existo.

O verdadeiro conhecimento gera compreensão. Compreender ser compreensivo para com alguém, é redundante, mas acho que o conhecimento só se é alcançado com a redundância de saberes.

Conglomerados Midiáticos

Os conteúdos e informações que mais circulam no planeta está na mão de poucos, o negócio é massificação, alcançar o maior número de pessoas com vários tipos de mídias utilizando as mesmas informações.
O que mais vemos hoje é a canibalização, alguns veículos são engolidos por outros, principalmente coma internet os regionais já não são tão utilizados como antes, para quê? Tá tudo ali em lugar só!!!!!
Acertou quem pensou com a velha frase “ Tudo é que é sólido se desmancha no ar”.
O que deve ser feito??? Os alvos de cada marca devem focar de uma forma diferente e personalizada para cada área, pois neste mundo onde o poder é de poucos é que a personalização é a arma mais eficaz.

Novas Mídias e Velhas mídias

Velha Mídia : TV, Rádio Jornal Impresso
Nova Mídia: Internet, Celular

Será que no caso de Velhas e novas mídias podemos utilizar o Efeito Paravento? Acho que sim inventamos um fato Internet para esconder outro TV, que para muitos já é algo ultrapassado. Porque penso assim? A mídia na TV é algo caro e sem muito mais o que ser inventado, a não ser os novos aparelhos FULL HD, já a Internet claro além de ser uma mídia mais barata, sempre tem uma novidade é totalmente interativa e claro é muito mais rápida, além de integrar as velhas mídias, a única coisa que continua sem mudança é que sempre existiu e sempre existirá um emissor e um receptor, usando uma frase que gravei bem: “ Quem não se levantar para andar vai perder a corrida”.
Hoje o poder da comunicação é compartilhado com o consumidor e assim ele vira as vezes também o emissor ou o “citizen journalist”.
Não concordo quando foi dito que a indústria do jornal está fadada à falência, pois hoje o Jornal já aderiu a essa nova mídia “Internet”, era o passo que faltava. O que vai acontecer é que economizaremos mais árvores e isso é bom para o planeta, para mim e para você.
O celular, coisa mais maravilhosa que já inventaram, eu não sei como seria minha vida sem ele, sei que além de conforto é uma arma, que o bandido usa para matar gente e também que chama bandido para te roubar só por causa de um aparelhinho, mas ele é tão útil e claro sendo sarcástica, trabalho muito mais agora do que antes.
Acho que o problema disso tudo é o medo da perda do poder, por parte das velhas mídias e dos velhos intelectuais.

Modernidade Líquida e o Príncipe Eletrônico

A Modernidade líquida assim como os líquidos tem a incapacidade de manter a sua forma, tudo é moldado de acordo com o que acontece, tudo muda hoje muda amanhã.
O termo “Príncipe eletrônico”, nos faz pensar em Maquiavel que escreveu o célebre livro “O Príncipe”, claro que este não tem a ver ou melhor tem tudo a ver com estratégias de manipulação do povo ou seja nós, pois desde os tempos de Maquiavel de uma forma diferente e mais tecnológica hoje o que a mídia quer é manipular o seu “povo” essa manipulação, essas articulações feitas na mídia feitas para nos manter sob o seu controle é tal chamado “Príncipe Eletrônico”, é claro que quando falamos de manipulação já pensamos em algo sórdido, mas é claro que tudo depende do ponto de vista. Já dizia Octávio Ianni: “ A Fortuna e Virtú são os principais atributos do Príncipe Eletrônico que com o seu poder consegue com a informação, publicidade e comunicação transformar da noite para o dia alguém desconhecido em célebre.

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