De tudo um pouco!

O Poder da mídia em criar confusões.

26 de março de 2008

Por: Michele M. Gândara


Lendo o livro A Galáxia da Internet no começo não me animei muito, pois estava achando a leitura praticamente incompreensível e chata, na verdade não estava entendendo nada tinha que ler duas ou três vezes o mesmo parágrafo para entender, primeiro porque são muitos nomes de pessoas e de instituições depois já não sabia se aquela pessoa de quem eu estava lendo em uma página era o mesmo da página anterior aí volta a página de novo para tentar descobrir. Então pensei, ou continuo lendo este livro ou procuro um resumo na internet e tá tudo resolvido, mas como por encanto comecei a me interessar e é impressionante como a leitura começou a fluir e eu comecei a querer saber mais, tudo começou quando cheguei na parte do livro que falava dos Hackers e dos Crackers, pois como a maioria das pessoas eu também achava que os homens maus fossem os Hackers, bem, na verdade não que ele sejam bonzinhos, mas quem realmente são os maus da história são os crackers.
Quando pensamos em um hacker, a primeira coisa que passa pela nossa cabeça é a de um criminoso roubando senhas de correntistas desavisados ou inventando formas de colocar vírus no computador dos outros ou também de ‘pichações’, nas páginas iniciais de sites com letras ilegíveis ou mensagens de protestos. Mas não é sempre assim. Parte dessa confusão foi criada pela mídia. Hackers são experts em tecnologia que, boa parte das vezes, colocam seu conhecimento a serviço da sociedade.
A cultura hacker nos ofereceu uma visão colaborativa do universo tecnológico, e dos benefícios da livre circulação da informação. Hackers compartilham conhecimento e produzem de forma descentralizada, muitas vezes voluntária. São os responsáveis pela criação do software livre e do Linux. Esquentaram a discussão sobre os limites da propriedade intelectual e defendem que todo o conhecimento deve ser, a priori, livre. Hackers que cometem crimes são melhor denominados Crackers. Gente que usa a tecnologia para descumprir a lei em benefício próprio.
A cultura hacker pode e deve ser utilizada como um referencial virtuoso para as discussões sobre nosso futuro pós-industrial. Mas pegar gosto em subverter os limites legais é cair na mesma esparrela das elites agrárias e industriais que, até hoje, legislaram em causa própria. Para um hacker embriagado pelo poder virar um Cracker, é um pulo.

A mídia, quando tenta explicar, muitas vezes confunde.

Arquivado em: A Galáxia da Internet I

1 Comentário »

  1. Comentário por Claudia Giron — 28 de março de 2008 (17:15)

    Oi Michele,

    Amei esse post!!! Eu também gostei muito dessa parte do livro. Muito legal seu esclarecimento..

    Bjos,

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