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Jornalismo Hoje – Quarto Poder / Agenda Setting / Espiral do Silêncio
Falamos algumas vezes em Quarto Poder nos referindo ao poder da Mídia ou do Jornalismo, mas a verdade é que aprendemos que ele é sim, o segundo poder ,estando apenas abaixo da Economia, isso foi criado em alusão aos 3 poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário), desta forma, estamos nos referindo ao poder que a mídia tem de manipular à todos, fazendo com que o que ela dite seja lei, fazendo assim com que sejamos influenciados a fazer escolhas de acordo com que o Quarto Poder estipula.
Na agenda setting ou teoria do agendamento, expressão criada na década de 70 por Maxwell McCombs e Donald Shaw, claro que só a expressão foi criada nos anos 70, mas o ato já vem de muito tempo antes, a mídia procura manipular sobre o que devemos pensar que é importante, pois são informações que são dadas ao público e claro dependendo da exposição que tenha é que definimos a importância do assunto, podemos lembrar o caso Isabela Nardoni, claro que foi uma tragédia horrorosa, mas que a mídia deu tanta importância e tantos flashes e se esqueceu de tanta coisa mais horrenda que estava acontecendo no Brasil e no mundo, infelizmente este tipo de tragédia acontece todos os dias e muitas vezes explicitamente, pois na minha opinião o que fez o caso ter a exposição que teve foi simplesmente o fato do mistério “ Será que foram eles?”, então isto é pura ,manipulação da mídia, pois com certeza acabou acontecendo coisas na época que atingem diretamente a nossa vida e como não teve estardalhaço nem demos importância. Mas é assim mesmo, como já havia dito Walter Lippman (jornalista estadunidense), em 1922, as pessoas vivem em um pseudo-ambiente (um tanto irreal), devido as imagens e informações que mídia coloca nas nossas cabeças, podemos pensar no Big Brother, o que pode ter de tão impressionante em acompanhar o dia a dia de gente que nós nem conhecemos e gerar tanta notícia e tanta informação, que claro só serve para encher o bolso da Rede Globo, né?
“Xiuuuuuuuuuuuuuuu, cala a boca se você não tem opinião igual a nossa para falar disso”, acho que é bem assim que funciona a hipótese Espiral do Silêncio, de Elisabeth Noelle-Neumann, as pessoas que não tem a mesma opinião que a maioria, acabam se mantendo caladas por não compartilhar da mesma, isso faz com que as pessoa sejam reprimidas, sendo assim muitas vezes silenciadas e aderindo a opinião da maioria.
Elisabeth começou os seus estudos a partir de uma outra hipóstese já existente, a da agenda setting, segundo a qual a imprensa teria o poder de determinar os assuntos principais da população, através da divulgação repetitiva de artigos e notícias sobre certos temas, baseada em diversos fundamentos teóricos, ela começou a perceber que as pessoas tendem a expressar menos sua opinião quando elas imaginam que ela pode estar em minoria ou ser recebida com desdém.
Simbólica e visualmente, a influência da suposta opinião majoritária é encarada por Elisabeth como uma espiral do silêncio, porque tende a ampliar-se enquanto silencia aqueles que a opõem.
Acho importante falar aqui porque são hipóteses e não teorias:
Segundo, Professor Antonio Hohlfeldt (PUC-RS)
“Uma hipótese é sempre uma experiência, um caminho a ser comprovado e que, se eventualmente não der certo naquela situação específica, não invalida necessariamente a perspectiva teórica. Pelo contrário, levanta, automaticamente, o pressuposto alternativo de que uma outra variante, não presumida, cruzou pela hipótese empírica, fazendo com que, na experiência concretizada, ela não se confirmasse”, enquanto uma teoria é um “paradigma fechado, um modo acabado e, neste sentido, infenso a complementações ou conjugações, pela qual traduzimos uma determinada realidade segundo um certo modelo”.
"Quanto menos os homens pensam, mais eles falam"
'Charles-Louis de Secondat, ou simplesmente Charles de Montesquieu, senhor de La Brède ou barão de Montesquieu (castelo de La Brède, próximo a Bordéus, 18 de Janeiro de 1689 — Paris, 10 de Fevereiro de 1755), foi um político, filósofo e escritor francês. Ficou famoso pela sua Teoria da Separação dos Poderes, atualmente consagrada em muitas das modernas constituições internacionais.
Aristocrata, filho de família nobre, nasceu no dia 18 de Janeiro de 1689 e cedo teve formação iluminista com padres oratorianos. Revelou-se um crítico severo e irônico da monarquia absolutista decadente, bem como do clero católico. Adquiriu sólidos conhecimentos humanísticos e jurídicos, mas também frequentou em Paris os círculos da boêmia literária. Em 1714, entrou para o tribunal provincial de Bordéus, que presidiu de 1716 a 1726. Fez longas viagens pela Europa e, de 1729 a 1731, esteve na Inglaterra.
Proficiente escritor, concebeu livros importantes e influentes, como Cartas persas (1721), Considerações sobre as causas da grandeza dos romanos e de sua decadência (1734) e O Espírito das leis (1748), a sua mais famosa obra. Contribuiu também para a célebre Enciclopédia.
Morreu em Paris, no dia 10 de Fevereiro de 1755.
Cultura Mc World
Prazer meu nome é consumidor...
Cada dia que passa acho que perdemos mais e mais a nossa personalidade consumista, pois nos é imposto uma cultura de consumo que é igual no mundo todo, bom, é isso, mas o que penso é que por um lado é interessante esse modo de consumo, assim de uma forma utópica podemos pensar que as pessoas estão mais próximas umas das outras pois lá do outro lado do mundo alguém está tomando o mesmo tipo de refrigerante que eu, isso é muito louco e engraçado, mas é assim que acontece.
A cultura MC World é comandada pelas grandes empresas que através de seus slogans, jingles, comerciais, imagens, outdoors e outros invadem a mente do consumidor, fazendo com que a gente use aqueles produtos, e claro que funciona pois é básico eu estar com sede e querer tomar uma coca-cola ou querer um lanche rápido e pensar no MC Donalds e por aí vai.
Enfim estamos deixando de ser grupos de pessoas com diversos tipos de interesses e passando a ser grupos de pessoas com tipos de consumo iguais.
Não sou cidadão sou consumidor!!!

Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou o cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara
Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não pára
Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára
Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando agulha no palheiro
Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára
CARPE DIEM OU MEMENTO MORI?